O QUE É BIM?

BIM significa building information modeling, ou modelagem da informação da construção. Assim como o CAD, ele é uma metodologia. A diferença é que em BIM, as áreas de Arquitetura, Engenharia e Construção tem suas informações organizadas e integradas de forma inteligente, compondo um único projeto de edificação. Nesta página você vai entender o que é BIM, seu conceito e aplicação, além de saber por que ele é tão importante!

COMO FUNCIONA?

A tecnologia BIM permite que você crie digitalmente modelos virtuais precisos de uma construção, indo desde a sua concepção, passando pelo projeto e execução até chegar na operação e manutenção de um empreendimento – tudo isso, envolvendo os profissionais de Arquitetura, Engenharia e Construção que trabalham de forma colaborativa nos projetos. Ao utilizar a metodologia BIM, você poderá realizar a construção virtual completa de uma edificação, reunindo de forma inteligente e integrada todas as informações utilizadas ao longo do ciclo de vida daquela construção.

TUDO COMEÇOU

Em 1974, quando o professor Charles M. Eastman criou o conceito de BDS, Building Description System, que seria um sistema para melhorar os pontos fortes de um projeto de construção e reduzir suas fraquezas – o que abriu as portas para um olhar diferente sobre esta prática. Em 1992, Eastman, G.A. van Nederveen e F.P. Tolman, publicaram um artigo que abordava as múltiplas visões acerca da modelagem da construção, sendo o primeiro uso do termo Modelling Building Information, que evoluiu até os dias de hoje como BIM. A partir daí iniciou-se uma mudança nos paradigmas de tratamento de aspecto do projeto de maneira integrada.

A UTILIZAÇÃO DO BIM JÁ É LEI

O governo federal oficializou a Estratégia Nacional para a Disseminação do Building Information Modeling (BIM), ou Estratégia BIM BR, cuja finalidade é promover um ambiente adequado ao investimento na metodologia e sua difusão no Brasil. Entre as metas estipuladas, está aumentar em 10 vezes a implantação do BIM, de forma que 50% do PIB da construção civil tenha adotado a metodologia até 2024. Assim, os prazos para implementação foram divididos em três etapas:

1

A partir de janeiro de 2021

A exigência de BIM se dará na elaboração de modelos para a arquitetura e engenharia nas disciplinas de estrutura, hidráulica, AVAC e elétrica na detecção de interferências, na extração de quantitativos e na geração de documentação gráfica a partir desses modelos.

2

A partir de janeiro de 2024

os modelos deverão contemplar algumas etapas que envolvem a obra, como o planejamento da execução da obra, na orçamentação e na atualização dos modelos e de suas informações como construído ("as built"). Além das exigências da primeira fase.

3

A partir de janeiro de 2028

passará a abranger todo o ciclo de vida da obra ao considerar atividades do pós-obra. Será aplicado, no mínimo, nas construções novas, reformas, ampliações ou reabilitações, quando consideradas de média ou grande relevância, nos usos previstos na primeira e na segunda fases e, além disso, nos serviços de gerenciamento e de manutenção do empreendimento após sua conclusão. Fonte: Diário Oficial da União

NÃO É SOFTWARE

O BIM precisa ser executado através de um software, pois seu conceito visa gerenciar de forma digital todas as informações relacionadas a uma edificação, gerando geometria e dados precisos aos profissionais. Porém, a metodologia não se trata de um software específico - mas sim um modo de trabalho mais moderno e colaborativo, que possibilita maior eficiência em comparação aos métodos tradicionais, pois proporciona mais assertividade na hora de fazer a análise e o controle dos projetos. A metodologia BIM engloba todas as áreas relacionadas a uma construção e cada uma delas possui seus softwares específicos que podem ou não ser compatíveis com o BIM.

Fluxo processo BIM

DIFERENÇA ENTRE CAD e BIM

Você deve estar se perguntando: mas eu já uso o CAD, que é uma metodologia amplamente utilizada no meio AEC, qual é a diferença entre ele e o BIM? E a resposta está na inteligência aplicada à prática!

O CAD foi uma grande revolução nos anos 80 e 90, que levou os desenhos da prancheta para o meio digital, formando a estrutura 2D (a planta baixa). Sua sigla significa Computer Aided Design, ou Desenho auxiliado pelo computador.

Mas atenção: CAD não é o AutoCAD ou o ArchiCAD! Ambos são softwares que utilizam a tecnologia CAD e muitas vezes são confundidos com o conceito por serem soluções muito utilizadas no mercado.

Atualmente também é possível trabalhar com o CAD 3D, que proporciona uma representação geométrica tridimensional dos objetos, feita a partir dos pontos e linhas desenhados. Mas, afinal, qual é a diferença entre eles e o BIM?

Quando falamos em CAD, a tecnologia se refere especificamente ao desenho da planta de uma edificação, seja ele em 2D ou 3D. Todas as outras informações a respeito da edificação, como quantitativos, materiais estruturais, cortes e etc. estão contidas em locais separados e, tanto a integração das informações, quanto suas atualizações devem ser feitas manualmente para que haja uma coerência entre as diversas frentes que englobam uma construção.

Na metodologia BIM, os dados ficam interligados, ou seja, qualquer alteração em um ponto do projeto reflete automaticamente em todos os outros itens que se ligam ao que foi alterado. Por isso esta tecnologia é colaborativa, pois depende de dados informados por profissionais de diferentes áreas para que a grande trama da construção seja tecida uniformemente, fazendo com que tudo esteja conectado.

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O BIM É UMA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Junto com as inovações tecnológicas que a metodologia traz, vem também uma nova maneira de pensar e agir no segmento AEC. Com o BIM, a interação entre os profissionais ganha um novo papel, assim como a forma com que executam cada processo.

Novos tempos pedem novas maneiras de trabalhar e o BIM traz consigo não só mais precisão e simplicidade aos projetos, mas também uma mudança de mentalidade que já virou necessidade diante do volume de demandas e informações às quais temos contato atualmente.

AS DIMENSÕES DO BIM

Você pode ter ouvido falar em alguns softwares relacionados ao BIM, como o Revit®, o Synchro, Vico, Navisworks®, AECO, Tekla, entre outras soluções que permitem o uso da metodologia. Mas você sabe em quais níveis elas atuam? Dê uma olhada abaixo e aproveite para entender melhor como o BIM funciona:

3D Modelagem

O BIM 3D é provavelmente a dimensão mais conhecida, por se tratar da produção e desenvolvimento dos projetos nas diversas disciplinas, reunindo informações geométricas e não geométricas dos objetos. Nesta etapa é possível fazer a compatibilização dos projetos arquitetônicos, hidráulicos, elétricos, sanitários e complementares - o que viabiliza a detecção de possíveis conflitos, como um tubulação que passaria em um lugar pouco estratégico, por exemplo. Esta fase permite a criação, renderização e a visualização da edificação em realidade virtual, sendo útil também no processo de venda.

4D Planejamento

Neste nível do BIM, é possível fazer um cronograma que integra os modelos já produzidos com as estimativas de tempo para a execução de cada tarefa. Com isso, também é possível gerar uma animação sequencial da obra, com a qual os envolvidos no projeto conseguem identificar possíveis falhas no planejamento e realizar análises, como por exemplo, um estudo de logística de obra. Nesta etapa os profissionais também conseguem acompanhar de perto o avanço da obra, aumentando a assertividade e o controle sobre a evolução ocorrida no canteiro, além de conseguirem identificar com mais facilidade as discrepâncias entre o tempo que foi estimado e o executado.

5D Engenharia de Custos

Com a definição dos quantitativos e do tempo previsto para a conclusão, na etapa 5D é possível prever todos os gastos demandados em cada operação, inclusive a mão de obra, pois estas informações são vinculadas ao banco de dados do BIM, um recurso completo que abriga todas as informações pertinentes à obra. Desta forma, é possível extrair os quantitativos de cada modelo e ligá-los às composições de preço unitário do orçamento. Qualquer alteração em uma das variáveis impacta todas as outras, funcionando como uma reação em cadeia que atualiza automaticamente todos os outros dados do projeto. Nesta etapa é possível economizar até 90% do tempo gasto com esta tarefa em comparação com outras metodologias.

6D Sustentabilidade

Nesta dimensão do BIM, os profissionais conseguem prever como a edificação irá se comportar após a construção no quesito sustentabilidade. Com é possível fazer uma simulação térmica dinâmica, por exemplo, onde pode-se verificar a dinâmica de calor e luz nos ambientes. Além desta análise, também há a de consumo de energia, eficiência energética, desempenho das instalações, pegada de carbono, entre outras. No BIM 6D também é possível realizar as simulações energéticas a partir do modelo BIM 3D e fazer uma estimativa de consumo e gastos com energia, por exemplo.

7D Manutenção

Com o BIM 7D é possível fazer o gerenciamento e a manutenção da edificação após a sua construção. Nas aplicações de softwares BIM específicos para esta etapa, os profissionais conseguem ter acesso a manuais e todas as informações do empreendimento, podendo fazer um controle bem detalhado da manutenção preventiva, aliado à análise do ciclo de vida não só do que foi construído, mas também dos equipamentos nele utilizados.

Benefícios

Mais Eficiência

Mais Eficiência

No canteiro de obras ao conseguir visualizar de forma clara o planejamento detalhado de todas as áreas da edificação.

Produtividade

Produtividade

Mais agilidade na execução de tarefas que seriam feitas manualmente, como buscar combinar informações dispersas, por exemplo.

Comunicação assertiva

Comunicação assertiva

As equipes se mantem integradas e conseguem se comunicar melhor através da interoperabilidade e evitam erros.

Mais rapidez

Mais rapidez

E agilidade nos processos de prospecção e aquisição, e também mais assertividade ao realizar as estimativas de custos.

Confiabilidade

Confiabilidade

Nas informações ao unificar os dados e eliminar as interferências entre diversos sistemas construtivos.

Mais Controle

Mais Controle

Há uma significativa redução na imprevisibilidade na fase de construção, o que implica em menos aditivos contratuais.

A IMPORTÂNCIA DE UMA ORÇAMENTAÇÃO ÁGIL

O orçamento é um fator fundamental para o sucesso de um projeto construtivo – e uma orçamentação ágil permite que o profissional atue de forma mais estratégica, ganhando mais tempo para analisar, prever gastos que poderiam ser reduzidos, aumentar a produtividade das equipes e diminuir seu tempo de entrega, que irá impactar em todo o projeto.

O Rubk é um software específico em BIM 5D, que facilita a organização do portfólio de projetos, a importação da estrutura do orçamento, a visualização de modelos 3D para que o orçamentista possa analisar as propriedades de cada elemento e fazer a extração de quantitativos de forma inteligente. Além disso, é uma aplicação totalmente online, permitindo acesso aos bancos de composições públicas direto na ferramenta e a importação da estrutura do seu orçamento.

O que é BIM?

O QUE É IFC?

IFC significa Industry Foundation Classes e foi descrito pela Building Smart como um formato aberto e neutro de dados para o Open BIM. Em outras palavras, o IFC é um formato de dados que permite a troca de informações entre as diversas aplicações BIM, inclusive de diferentes fabricantes de software. Por exemplo: um arquivo gerado pelo ArchiCAD (.pnl) pode ser convertido em .ifc e aberto no Revit (.rvt), carregando todas as informações do projeto que estava em .pnl – assim como o .rvt pode ser convertido em .ifc para ser aberto em outra plataforma ou software que seja “IFC compatível”. Desta forma, as diferentes áreas podem conversar entre si, através da interoperabilidade que o Open BIM proporciona.

O QUE É OPEN BIM?

O Open BIM é o ambiente onde acontece a troca de informações proporcionada pelos arquivos IFC que por sua vez é a base para que o Open BIM aconteça. Para que todas as disciplinas trabalhem unidas de forma eficiente, a tecnologia BIM propicia a formação de uma rede interoperável na qual os profissionais conseguem trabalhar de forma colaborativa e unificar os projetos de outras disciplinas para construir uma análise sistêmica bem detalhada sobre a edificação em questão. Para que isso aconteça, o Open BIM constitui um fluxo de trabalho interoperável, visando um ambiente aberto e, ao mesmo tempo, conectado de forma inteligente, que favorece uma linguagem comum entre os diferentes processos.

O QUE É A BUILDING SMART?

Inicialmente nomeada como Aliança da indústria pela interoperabilidade, foi criada por 13 empresas da indústria da construção em 1995. A organização visa melhorar a troca de informações entre os softwares usados no setor AEC e o desenvolvimento de um padrão internacional de ferramentas e treinamento para apoiar a disseminação do BIM. Hoje a Building Smart normatiza o desenvolvimento do padrão IFC, além de certificar os softwares que são capazes de importar e exportar arquivos com esta extensão.

COMO COMEÇAR A IMPLANTAR O BIM?

Com todas as facilidades que o BIM traz, é natural querer que estes processos tão inteligentes façam parte do seu dia a dia também – mesmo porque, com a divulgação da metodologia e as exigências legais, a cada dia o BIM estará mais presente no meio AEC. É você quem escolhe quanto tempo vai levar para se atualizar!

A metodologia pode ser aplicada tanto à estrutura geral do seu trabalho, quanto a um projeto específico, o que pode ajudá-lo a começar a ter contato com BIM. Para facilitar este processo, é possível encontrar diversos profissionais que oferecem consultoria voltada à implantação e implementação da tecnologia BIM nas empresas. Mas, antes de tudo, é necessário fazer uma boa análise sobre o comportamento da sua empresa e quais são os objetivos dela com relação à metodologia.

Quer dar seu primeiro passo em direção à metodologia BIM?

Acesse este material de apoio sugerido pela BIMLab Brasil, que irá te ajudar a analisar como sua empresa está preparada e o que você quer alcançar com o BIM!

Faça um mapeamento inicial para definir quais são seus objetivos, como serão os processos depois de adotar a metodologia, como deverá ser o comportamento da rotina, entre outras questões importantes de planejamento!

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